A FORMAÇÃO DO IMPÉRIO 1497 – 1543
A FORMAÇÃO DO IMPÉRIO 1497 – 1543

Em 1460 Pêro de Sintra atingiu a Serra Leoa. Em Novembro desse ano faleceu o infante D. Henrique e, em 1469, dadas as poucas receitas da exploração, Afonso V, concedeu o monopólio do comércio no Golfo da Guiné ao mercador lisboeta Fernão Gomes, contra uma renda anual de 200.000 réis.Segundo João de Barros, ficava aquele “honrado cidadão de Lisboa” com a obrigação de continuar as explorações, pois o exclusivo do comércio era garantido com “condição que em cada um destes cinco anos fosse obrigado a descobrir pela costa em diante cem léguas, de maneira que ao cabo do seu arrendamento desse quinhentas léguas descobertas”.

Em 1474, D. Afonso V entregou ao seu filho, o príncipe D. João, futuro D. João II, a organização das explorações por terras africanas, que assim passaram da iniciativa privada para a coroa. Este fez o reconhecimento de toda a costa até à região do Padrão de Santo Agostinho. Em 1483, Diogo Cão chegou ao rio Zaire e dois anos depois, numa segunda viagem, até à Serra Parda. Em 1487, D. João II enviou Afonso de Paiva e Pêro da Covilhã por terra em busca do Preste João e de informações sobre a navegação e comércio no Oceano Índico. Nesse mesmo ano, Bartolomeu Dias, comandando uma expedição com três caravelas, atingiu o Cabo da Boa Esperança. Estabelecia-se assim a ligação náutica entre o Atlântico e o Oceano Índico. O projecto para o caminho marítimo para a Índia foi delineado por D. João II como medida de redução dos custos nas trocas comerciais com a Ásia e tentativa de monopolizar o comércio das especiarias.

A juntar à cada vez mais sólida presença marítima portuguesa, D. João almejava o domínio das rotas comerciais e expansão do reino de Portugal que já se transformava em Império. Porém, o empreendimento não seria realizado durante o seu reinado. Seria o seu sucessor, D. Manuel I que iria designar Vasco da Gama para esta expedição.

Siga a epopeia que então se desenrolou, conhecendo os monumentos emblemáticos da época da descoberta da Rota do Cabo e da construção do Estado da Índia.

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